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Os campos onde cresci no ténis

Há sítios que ficam ligados para sempre à forma como começámos uma coisa.

No meu caso, acontece muito com o ténis. Quando penso no jogo, não penso só em pancadas, bolas ou treinos. Penso também nos lugares. Nos campos onde aprendi, onde joguei, onde continuei a voltar. Lugares diferentes entre si, mas todos importantes no meu percurso.

E por isso apetece-me partilhá-los.

Não só porque fazem parte da minha história, mas porque talvez também possam fazer parte da vossa. Talvez sejam lugares onde os vossos filhos possam experimentar, brincar, dar os primeiros toques ou simplesmente descobrir se o ténis lhes diz alguma coisa.

Às vezes, o mais importante não é começar “da forma certa”. É simplesmente começar num lugar que nos faz querer voltar.

Onde tudo começou

O campo do Caminhense foi onde comecei a jogar.

É um campo pequeno, no centro da vila de Caminha, e tem aquele encanto que nem sempre se explica bem. Está velhinho, sim, mas continua bonito. Tem personalidade. Tem história. E, para mim, tem memória.

Foi ali que comecei a construir a minha relação com o ténis. E isso faz com que nunca o consiga ver apenas como “mais um campo”. Há sítios que nos ficam no corpo. Este é um deles.

Lugares que continuam a fazer sentido

Moledo é outro lugar muito especial.

Tem dois campos recentemente restaurados, num espaço muito bonito, e é também a casa da escola de ténis do Ínsua Clube, do professor Rui Teixeira, onde dou algumas aulas. É um sítio onde se sente o ténis de forma muito próxima e muito natural.

Em Seixas temos, na minha opinião, um dos melhores campos da região. É indoor, tem piso profissional e é excelente para praticar, sobretudo no inverno. Há uma grande diferença entre querer jogar e ter condições para jogar com regularidade, e um campo assim ajuda muito.

Em Âncora, ao pé das piscinas e perto da escola, há também um campo municipal super agradável. Gosto muito dessa ideia de o campo estar ali, perto da vida das pessoas. Perto da escola, perto da rotina, perto da possibilidade de experimentar.

Quando o ténis está perto, torna-se mais fácil entrar. E quando entrar é fácil, mais crianças e famílias podem descobrir que gostam.

Um lugar especial do outro lado da fronteira

E depois há o campo desportivo de Mosteiro, em Tomiño.

Não é em Portugal, mas ocupa um lugar muito especial no meu coração. São três campos gratuitos, com uma comunidade incrível, e foi um dos sítios onde mais senti aquilo que o ténis também pode ser: encontro, partilha, aprendizagem entre pessoas.

Aprendi muito ali. Não só sobre o jogo, mas também sobre o ambiente à volta do jogo. Sobre a importância das pessoas. Sobre como uma comunidade pode fazer toda a diferença na forma como vivemos um desporto.

Às vezes fala-se do ténis como se fosse apenas técnica, treino e evolução. Mas quem joga sabe que há outra parte muito importante: os sítios e as pessoas que nos acolhem nesse caminho.

Porque é que quis partilhar isto

Quis partilhar estes locais por uma razão muito simples: porque gostava que mais pessoas soubessem que eles existem.

Muitas vezes, os pais querem proporcionar uma experiência nova aos filhos, mas nem sempre sabem por onde começar. E, às vezes, o primeiro passo pode ser tão simples como conhecer um campo perto, passar por lá, ver o ambiente, marcar uma hora ou falar com alguém que já conhece o sítio.

Não é preciso complicar.

O mais importante é experimentar.

Experimentar um campo. Experimentar bater umas bolas. Experimentar estar naquele espaço. Ver se faz sentido. Ver se nasce curiosidade. Ver se a criança sai de lá com vontade de voltar.

É muitas vezes assim que tudo começa.

Um convite simples

Se quiserem praticar, se tiverem dúvidas, se quiserem perceber onde jogar, alugar campo, encontrar comunidade ou simplesmente dar os primeiros passos, podem falar comigo.

Terei todo o gosto em ajudar.

Porque, no fundo, é mesmo isso que me importa: que mais crianças, mais famílias e mais pessoas tenham a oportunidade de experimentar o ténis de uma forma próxima, leve e bonita.

E às vezes essa oportunidade começa assim: com um campo, uma bola, uma raquete e vontade de descobrir.

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